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Tema e Lema da Festa de Frei Galvão 2023

Com o tema: "Vocação e Missão de Frei Galvão”, e lema: “Coração ardente, pés a caminho”, o Santuário Frei Galvão de Guaratinguetá (SP) celebrará os festejos de seu Padroeiro. A reflexão a ser aprofundada na Novena 2023 (14 a 25 de outubro) será uma releitura do Ano Vocacional da Igreja do Brasil, a partir dos Evangelhos e a vida do primeiro santo brasileiro.

Notícias do Santuário

01.09.2023 - 17:40:00 | 5 minutos

Tema e Lema da Festa de Frei Galvão 2023

Com o tema: "Vocação e Missão de Frei Galvão”, e lema: “Coração ardente, pés a caminho”, o Santuário Frei Galvão de Guaratinguetá (SP) celebrará os festejos de seu Padroeiro. A reflexão a ser aprofundada na Novena 2023 (14 a 25 de outubro) será uma releitura do Ano Vocacional da Igreja do Brasil, a partir dos Evangelhos e a vida do primeiro santo brasileiro. 

O início da vida vocacional do jovem Antônio foi marcado por duas grandes experiências: a primeira delas foi a experiência do internato no Nordeste do país, quando, aos treze anos, seus pais resolveram dar-lhe uma boa formação. Antônio foi enviado ao Colégio dos Padres Jesuítas no distrito de Belém, da cidade de Cachoeira, no Estado da Bahia. A sua permanência se deu de 1752 a 1756. O segundo fato - um tanto doloroso mas sustentado pela fé - foi a páscoa de sua querida mãe no ano de 1755. Izabel Leite de Barros morreu com apenas 38 anos e fama de grande caridade. Deixando os seus 11 filhos sob os cuidados de seu esposo, Antônio Galvão de França. 

Tendo retornado da Bahia para Guaratinguetá, passou a ter contato com os frades na cidade vizinha de Taubaté. Por essa razão, por volta de 1760, com cerca de 21 anos, Antônio Galvão inicia sua trajetória vocacional junto dos franciscanos da Ordem dos Frades Menores (OFM). Entrou no Noviciado em Macacu, Estado do Rio de Janeiro e no ano seguinte fez a profissão religiosa. Em 11 de junho de 1762 foi destinado ao Convento de São Francisco, na cidade de São Paulo, para estudar Filosofia e Teologia, ser ordenado sacerdote e ajudar, ao mesmo tempo, seus confrades no trabalho apostólico. Trabalhou como pregador, confessor e também como porteiro do Convento de São Francisco em São Paulo.

Sua história de santidade diz muito de como ele compreendia sua vocação e missão. Caminhou levando o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Andou por muitos lugares e na sua maioria a pé. Pés prontos e sempre a caminho marcaram os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Terras pisadas pelo servo da “caridade e da paz”. Mesmo não podendo estar fisicamente em certos locais, sua vida magnânima se estendia até aqueles que o invocavam. Aqui, recordemos um de seus dons extraordinários, a bilocação. Quando os fiéis, moribundos, enfermos rezavam solicitando a assistência do santo, suas devotas súplicas tocavam os céus e Deus manifestava sua glória dando ao santo o dom de estar em dois locais ao mesmo tempo, isto é a bilocação.

A bilocação é um dom extraordinário que nos faz perceber o compromisso de Frei Galvão com os necessitados. O frade era alguém presente na vida do povo. Esse dom não é uma simples manifestação de sua vida para causar espanto nos ouvintes ao ponto de retirarmos o santo da realidade humana. Mais do que isso, nos diz do como ele entendia sua consagração e missão. Aproximava-se das suas ovelhas para resgatá-las das mãos dos salteadores. Suas palavras, seus ensinamentos eram tão bem semeados nos corações das pessoas que as mesmas se convenciam do quanto ele parecia caminhar com as pessoas. Uma presença que marcava as almas dos fiéis. 

Certamente foram muitos os que recorreram a ele e solicitaram sua assistência. E ele era de uma solicitude absurda. Não arrumava desculpas para não socorrer quem por ele chamava. 

Quando, em outra ocasião, ele não pôde estar e atender presencialmente a um enfermo, mais uma vez, agora pela inspiração divina e criatividade genuína, confeccionou as pílulas da fé. Esse sacramental  também expressam esse l compromisso com as pessoas vulneráveis. 

“Coração ardente” é a expressão de quem se consumia pelas coisas do Senhor. A voz de Jesus Cristo, que o chamou para palmilhar os seus caminhos, fazia arder o seu interior como uma chama que sempre crepitava no seu íntimo. Um coração que queima dá aos pés sentido e direção. É esse amor o combustível que faz o motor daquele que foi chamado por Deus funcionar: estar apaixonado foi a ignição que deu partida.

Quem caminha está sujeito a fazer experiências de superação frente aos desafios. Nesse caminho, Frei Galvão teve seus percalços. No início, a morte prematura de sua mãe. Depois o período de perseguição por parte do Marquês de Pombal. As implicações das autoridades políticas de sua época. O fechamento do Mosteiro da Luz. O exílio imposto. Estas são apenas algumas realidades desafiadoras encontradas pelo nosso caminhante, Frei Galvão.  

Celebremos a vida de Frei Galvão refletindo os fatos que nos inspiram. Rezemos ao Santo Frei Galvão pedindo que dê coragem para os que estão na estrada vocacional. Que seu exemplo de santidade faça arder muitos corações e os anime para a missão. Que Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, olhe pelos sacerdotes, consagrados e religiosos do Brasil. 

Frei Leandro Costa Santos, OFM
Setor de Comunicação do Santuário Frei Galvão

 

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