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“Tem Deus!” “Tem Deus!” “Tem Deus!”

Conheça o texto: "Tem Deus" do Padre André Araújo. O texto se tornou uma experiência genuína e tocante para os devotos de Frei Galvão.

Notícias do Santuário

06.01.2025 - 16:30:00 | 3 minutos

“Tem Deus!” “Tem Deus!” “Tem Deus!”


O repicar dos sinos nas cidades do interior continua a falar da vida simples do povo e de uma experiência profunda com o sagrado. A cada vez que o sino toca na Vila tenho a sensação de ouvi-lo dizer: “Tem Deus!” “Tem Deus!” “Tem Deus!” E, de fato, tem mesmo. Do alto, o campanário marca as horas e os acontecimentos mais importantes, pontuando o tempo que segue morno e repetitivo.

Parece um tempo sem tempo, porque “Tem Deus!” e, por isso, vem cheio de uma esperança que ultrapassa qualquer limite. Sente-se aí, ao pé da Matriz, que a temporalidade nesse lugar escola de outro modo. Deus preenche tudo, para tudo “Tem Deus!”. Do anúncio mais corriqueiro até o luto e a festa, o desespero e a alegria. Cada coisa e cada pessoa guarda em si esse registro, para além do silêncio franco que se impõe, para deixar ressoar essa presença tão simples e tão certa, sem atropelar nada, impondo-se pelo que é depois de cada toque. É uma experiência de vida!

“Tem Deus!” pelas colinas, pelas campinas e lá pelo alto da serra. “Tem Deus!” na mina, na curva do rio, subindo e descendo ladeira. “Tem Deus!” indo para a escola, construindo casas e bordando os panos. “Tem Deus!” descobrindo a vida passando a galope, na flor da idade ou na velhice mais aterradora. “Tem Deus!” na vida. “Tem Deus!” na morte. E esse sinal-presença não passa inaudito. Ele se faz memória afetiva para os moradores da “Vila do Sino”. Ele preserva o sentido ritmado da existência, o lugar do ser “por quem os sinos dobram”.

Criança, adulto ou idoso, homem ou mulher todos se sentem convocados e atravessados por essa verdade intensa: “Tem Deus!” nesse tecido multicolorido, tantas vezes esmaecido pelo sofrimento. Contudo, alvejado de uma ternura que persiste a cada meia-hora para lembrar: “Tem Deus!” A Vila acorda e dorme e passa o dia inteiro meditando esta verdade que ultrapassa a sensatez ou a necessidade de explicação.  As badaladas se intensificam com o passar do dia, aumentam de hora em hora, aumentando também sua frequência e, com ela, o sentimento da verdade dessas vidas que dançam, trabalham, assustam, deliram, rezam, vivem e morrem. Epifanias de cada hora, manifestação de todo dia.

Para começar, “Tem Deus!”. Para terminar, “Tem Deus!”. E a gente sabe que a vida um dia começou e para Ele se encaminha. No intervalo surdo que embala as horas, no calor da Vila que acolhe o homem. “Tem Deus!” assim mesmo, no presente estado em que as coisas entram para a vida e se perpetuam para além da morte. Para além da Vila, para os lados de lá, alguém insiste e eu acredito: “Tem Deus!” “Tem Deus!” Tem Deus!”... E a Vila do Sino anuncia com força esta verdade: “Tem Deus!”

Fonte A Vila do Sino - André Araújo/Geraldo Lacerdine
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